A Barbárie dos Tempos Modernos

segunda-feira, julho 14, 2003

Curtas

Como a ciência pode ajudar a promover a inclusão social no Brasil ?
Respondi : parando de tentar promover a inclusão social.

Taxista, diretor de escola, está todo mundo entrando para o MST. Já vislumbro a cena, numa seleção para gerente de supermercado, daqui a uns 5 anos :
- Qual a sua ocupação atual, além de militante do MST, é claro ?
E na Universidade :
- Quem sabe como surgiu o MST ?
Aluno 1 : De uma revolta dos caixas de banco ?
Aluno 2 : De uma greve dos servidores públicos ?
Aluno 3 ( o mais inteligente ) : De uma facção do Comando Vermerlho ?

Finalmente, um editorial razoável a respeito da proibição do porte de armas : " no Brasil circulam 20 milhões de armas sem registro e 2 milhões de armas registradas. Com tamanha desproporção, manda o raciocínio lógico consignar, de imediato, a grande limitação de efeitos que medidas legais de proibição à venda de armas teriam em nosso país. " (...) " Se no Brasil as organizações criminosas chegam a apropriar-se de armas de uso exclusivo das Forças Armadas - ou de organizações militares estrangeiras -, imagine-se a potencialização de seu poder corruptivo no caso de ser banida a comercialização regular de armas no País. " (...) " O desarmamento obrigatório só valerá, é claro, para o cidadão/vítima comum, como se o apartador de briga segurasse apenas os braços de quem sofre a agressão - e não de quem a pratica. "

Sobre a inteligência

" Reconhecer-se dependente em face da realidade e do seu Princípio transcendente, confessar ao mesmo implicitamente o laço nupcial que une o ser do homem ao ser universal e à sua Causa, eis a condição essencial imposta ao exercício da inteligência; condição que, através dos mais diversos acontecimentos, sempre ela observou. Mas se no seu ato primeiro, ao invés de voltar-se para a realidade extra-mental, a inteligência se redobra sobre si mesma e aí deita um olhar noturno de comprazimento, por outras palavras, se essa faculdade (conforme a fórmula antiga) se recusa a ser medida pelas coisas para apresentar-se como sua medida, então, tendo repudiado a sua função própria e rejeitado a lei dessa função, o intelecto deixa de conhecer as coisas. Antes do século XVIII, via-se o conhecimento ligado ao poder intelectivo de comunicação, logo de consentimento, de aceitação e de docilidade para com o universo e sua Causa. Depois do século XVIII, o pacto original foi rompido: a inteligência assume o papel de uma soberana que governa, rege, domina e tiraniza a realidade. Do alto de sua transcendência, projeta leis exclusivas sobre o mundo, ordena-o de conformidade com os seus imperativos. A razão considera-se a força criadora que se desenvolve e progride na humanidade, que se desdobra através de todo o universo a fim de dar realidade a esse universo e de converter a humanidade numa "verdadeira" humanidade. A inteligência não mais recebe do real a sua lei, mas impõe suas normas à realidade. "

Clique aqui para ler na íntegra esse maravilhoso texto de Marcel de Corte.