A Barbárie dos Tempos Modernos

sexta-feira, agosto 22, 2003

A Coerência da Imperfeição

Os ateus gostam de dizer que se Deus existisse, e fosse bom e perfeito, não haveria maldade nem imperfeição no mundo, pois isso iria contra sua bondade e perfeição. Aceitemos momentaneamente este argumento.

O fato é que Deus é único justamente porque nele se concentram todas as qualidades em grau máximo. Seria contraditória a existência de 2 ou mais deuses com qualidades em grau máximo. Até aqui suponho que esteja tudo bem fácil de entender.

Pois bem, ao criar algo, a única coisa que Deus não pode criar é ele mesmo, não que ele não possa fazer isso ( no sentido de ter forças para tal ), mas porque seria contraditória a existência de 2 verdadeiros deuses. O limite para a ação de Deus é a contradição. Deus não faz nada contraditório. E é claro que esse "limite" é apenas uma maneira de falar, porque na verdade não é limite nenhum. Considerando essas colocações, é claro que se Deus criasse um mundo bom e perfeito como ele, não seria um mundo, seria outro deus, e isso é impossível.

Por isso, a lógica nos mostra justamente o oposto do que argumentam os ateus. A imperfeição e a maldade do mundo não são causadas por Deus, mas são permitidas por ele para que o mundo possa existir. Sem maldade e imperfeição, o mundo não poderia ter existência. E Deus é tão bom que permite que o mundo exista. E é na mutiplicidade de seus elementos que ele reflete a perfeição de seu criador.