A Barbárie dos Tempos Modernos

sábado, dezembro 20, 2003

Antídotos para alguns males do Iluminismo

1) Os motivos de Diderot para não levar a sério a religião cristã.

Segundo ele, é a Igreja que estabelece a divindade da Escritura, mas a própria Igreja se funda na divindade da Escritura, tornando o argumento circular. Com isso, levanta a questão abordada por Olavo de Carvalho na sua aula 8. E aqui está o antídoto.

Conforme explica o filósofo brasileiro, a fé não é justificada pela própria fé. Como podemos saber que Jesus é o filho de Deus ? Simplesmente tendo fé ? Não, é a história da vida de Jesus que nos mostra isso. Qualquer um que tentar explicar a vida de Jesus eliminando dela tudo aquilo que parece inexplicável para nós homens terá que criar uma cadeia de improbabilidades infinitamente maior do que a de simplesmente acreditar que Jesus é o filho de Deus e veio à terra para nos salvar. Para que tenhamos fé em algo, é preciso que Deus nos dê indícios de que devemos ter fé naquilo. Não vou dar mais detalhes. Quem estiver interessado, compre a fita.

2) A afirmação de d'Holbach de que o homem é prisioneiro de suas paixões.

"O homem não é livre em cada instante de sua vida, sendo necessariamente guiado em cada passo pelas vantagens reais ou fictícias que atribui aos objetos que excitam suas paixões" E mais : "Serei eu livre para não desejar um objeto desejável ?"

Antídoto : Viktor Frankl

"Designamos exatamente como espiritual no homem aquilo que pode se confrontar com todo o social, o corporal e inclusive o psíquico nele. Por definição, o espiritual é só o livre no homem. Chamamos 'pessoa' só aquilo que pode se comportar livremente, sejam quais forem as circunstâncias. A pessoa espiritual é aquela parte do homem que se pode confrontar sempre e a qualquer momento."