A Barbárie dos Tempos Modernos

quarta-feira, abril 21, 2004

Metas medievais e metas modernas

Li num dos livros de Paul Johnson que os medievais adoravam se impor regras que quase nunca conseguiam cumprir. Pode até ser verdade, mas com certeza eram regras que, quando cumpridas, engrandeciam o homem.

Já o homem moderno adora criar regras imorais que, graças a Deus, também não conseguem cumprir. O fato é que, cumprindo-as ou não, essas regras empobrecem o homem e geram inúmeros problemas. Por exemplo, muitos intelectuais dos séculos XIX e XX fizeram apologia da poligamia e do sexo livre. Conseguiram cumprir a sua parte, mas não admitiram que suas parceiras cumprissem a sua, quer dizer, não conseguiram permanecer fiel à sua imoralidade quando a viram praticada pelo próximo. Que um casamento termine porque um dos parceiros não conseguiu ser fiel, é compreensível, mas porque um deles não conseguiu ser fiel às suas metas imorais, é no mínimo jocoso.

De acordo com esta pesquisa, 75% dos casais modernos não esperam fidelidade por parte do companheiro. Com uma meta dessas, é natural que o número de divórcios acabe ultrapassando o de casamentos.

É triste mas verdadeiro: o homem moderno só não é mais imoral porque o caos chega antes que sua imoralidade se concretize completamente. E não é estranho que vivamos no completo caos. Se ele não viesse, o homem mergulharia de cabeça no Inferno.

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Chegou a minha vez no Oito Colunas.