A Barbárie dos Tempos Modernos

sábado, julho 31, 2004

Política entre amigos

Tenho três amigos. O primeiro pouco se interessa por política, o segundo apenas o suficiente para elaborar alguns comentários, e o terceiro é o que mais se interessa pelo assunto. Vou chamá-los, respectivamente, de José, João e Carlos.

José, como se esperava, não tem paciência para ouvir nem ler longos textos ou palestras, por isso nunca consegui que entendesse minha visão política. Notei, entretanto, que devido à sua pouca exposição às lucubrações fantasiosas da mídia, consegue perceber com certa facilidade que esse atual Governo é um desastre. João se expõe muito mais à mídia que aos meus argumentos, que apresento em forma de textos, tanto escritos por mim quanto por outros. Verifiquei que é honesto o suficiente para detectar que a realidade está mais de acordo com as teorias que lhe apresento que as dos jornais que lê, ouve e vê. Carlos já tinha uma sólida formação política desde que o conheci. Nada do que lhe mostrei foi levado em consideração. Se o atual Governo não atende às suas expectativas, jamais pensou em averiguar se minhas sugestões poderiam suprir o hiato entre suas teorias e a realidade. Continua tentando buscar possibilidades alternativas, que partam dos mesmos pressupostos que sempre admitiu como dogmas.

sexta-feira, julho 30, 2004

Duas de Chesterton

"Quando se diz a uma mulher que é preciso fazer alguma coisa, existe sempre o terrível perigo de que ela o faça logo."

"A despeito de todo o seu luxo burguês, a casa exibia uma tristeza melancólica. Era a espécie de tristeza imediata que pertence às coisas que são velhas sem serem antigas. Ela estava cheia de coisas fora de moda em lugar de objetos históricos, recentes o bastante para serem consideradas mortas."

segunda-feira, julho 26, 2004

Os Orgulhos da Revolução Científica

Um dos maiores orgulhos dos indivíduos responsáveis pela Revolução Científica era o de terem tornado o saber uma coisa pública, não mais algo exclusivamente restrito a iniciados, que precisavam adquiri-lo com as pessoas certas e na hora certa, como acontecia na Idade Média. A linguagem usada passou a ser a mesma - a matemática - e os experimentos eram reprodutíveis, de forma que o conhecimento pôde se difundir rapidamente.

Mas, atualmente, nenhum cientista pode mais se gabar disso. A excessiva especialização da ciência formou inúmeros guetos dentro dela, onde tanto a linguagem quanto os experimentos só são totalmente compreensíveis pelos poucos iniciados que se interessaram em entendê-los. O debate e a troca de conhecimento entre cientistas de diferentes áreas tornou-se cada vez mais complicado, pois os termos usados são cada vez mais específicos à sua área de atuação.

Outro grande orgulho desses cientistas revolucionários era o de terem demolido a ingênua visão do mundo de origem aristotélica, em que havia uma nítida divisão entre o mundo sub-lunar e o supra-lunar, pois conseguiram mostrar que ambos eram constituídos da mesma matéria e estavam submetidos às mesmas forças.

Mas, depois desse trabalho todo, concluíram que o Universo funcionava como um mecanismo de relógio, e que bastava que o homem adquirisse o conhecimento de algumas tantas variáveis, para que se deduzissem todas as outras, e não haveria mais quase nenhum segredo a ser descoberto. Alguns podem discordar de mim, mas essa hipótese é infinitamente mais ridícula e tola que a do mestre grego.

Também os orgulhosos cientistas se gabaram de terem tornado possível um rápido progresso da ciência ao eliminarem do seu campo de investigação os fatores sensíveis não quantificáveis ou não mensuráveis. Disseram isso sem o mínimo remorso de terem desistido de um tipo de conhecimento muito importante para o homem, pois é principalmente através dessas sensações que ele se comunica com o mundo. Ao contrário, anunciaram que agora a ciência cuidaria apenas da "realidade objetiva".

Depois tiveram que voltar atrás quando a Física Quântica nos revelou que o experimento envolvia o experimentador. Houve choro e ranger de dentes, e o próprio Einstein, um dos que mais havia contribuído para que se chegasse àquele resultado, teimou em não acreditar nele.

Estou aqui debochando da ciência ? De forma alguma. Apenas estou tentando mostrar o quanto faltou de humildade a esses cientistas revolucionários. Estou aqui desprezando os benefícios trazidos por ela ? Também não, apenas enfatizo que o bem-estar material não é tudo, e é preciso lembrar que até hoje nada do que essa ciência produziu se compara aos benefícios espirituais gerados a partir da sabedoria dos 3 maiores filósofos gregos. A metafísica que produzem, tanto eles próprios quanto os filósofos modernos - que partem de premissas científicas - parece brincadeirinha de criança perto da monstruosidade que foi a época de ouro da Grécia.

E que não se esqueça que todo o conhecimento científico alcançado até hoje deve quase tudo a Aristóteles, que criou e estudou boa parte das ciências ainda em prática hoje.

Dica de português

Sei que meu português não é impecável, mas quando vejo inúmeros jornalistas cometerem freqüentemente o mesmo erro, me dá uma certa agonia. É n'O Globo, na Folha, no Estadão, no Diego Casagrande, em todo lugar. No Mídia Sem Máscara virou rotina.

Aqui vai a dica:

Usa-se sempre por que e não porque quando é possível acrescentar ao por que a palavra razão ou motivo sem mudar o sentido da frase. Exemplo: Por que não temos auto-estima. Pode-se dizer: por que razão não temos auto-estima. Ficou claro?

Post Scriptum: Para não dizerem que estou exagerando, aqui está uma das chamadas do MSM de hoje: Enquanto o presidente Lula continua batento todos os recordes em termos de besteirol e frases absurdas, Janer Cristaldo mostra porque o melhor do Brasil não é exatamente o brasileiro, e sim ser comunista no Brasil.. Se aplicassem a regrinha, não erravam. Só no MSM, eu poderia colher uns 10 exemplos por semana.

domingo, julho 25, 2004

Por que é preciso ser humilde

Aqui, aqui.

sexta-feira, julho 23, 2004

O Amor e o Egoísmo

Leiam com atenção, principalmente as passagens grifadas, e parem um pouco para refletir. Neste trecho do livro A Verdade do Amor, Vladimir Soloviev faz uma precisa refutação do iluminismo e expõe as premissas necessárias para quem deseja rebater as falsas deduções tanto de socialistas quanto de alguns liberais.

"Todos os homens são capazes de conhecer e realizar a verdade, cada qual pode vir a ser um reflexo do conjunto integral absoluto, um órgão consciente, independente, autônomo da vida universal. O resto da natureza também possui a verdade (ou a imagem de Deus), mas imanente na generalidade objetiva, porque permanece ignorada dos entes particulares. É esta verdade que os forma, que actua dentro deles, através deles, como uma força fatal, como alei da sua existência, lei que eles desconhecem, lei a que se submetem involuntariamente. Eles não podem, no seu sentimento e na sua consciência interna, erguer-se para além da existência limitada. [...] Dá-se o contrário com a personalidade humana. Esta compreende dentro de si a verdade e não pode ser suprimida por ela; afirma-se, conserva-se e aperfeiçoa-se exatamente quando triunfa a verdade.

O homem começa por se encontrar a si próprio tal como uma partícula isolada do conjunto integral universal; depois, no seu egoísmo, afirma esta existência própria particular, como se para ele fosse inteira e integral, como se ele conseguisse formar-se um todo em si próprio ao isolar-se de tudo, colocando-se, portanto, fora da verdade. O egoísmo, princípio real, fundamental, da vida individual, penetra-a, dirige-a, inteiramente, e determina tudo concretamente. É por esta razão que a consciência teórica da verdade não pode esmagá-lo, nem suprimi-lo. Enquanto a viva força do egoísmo não encontrar no homem outra força viva, oposta à primeira, a consciência da verdade não constituirá mais do que uma iluminação exterior, reflexo de uma luz estrangeira. Se o homem só compreendesse a verdade pela cultura, o vínculo entre a sua individualidade e a verdade não seria interior e indissolúvel; e se o próprio ser ficasse, como o animal, fora da verdade, seria, como este, condenado à ruína, não se conservando mais do que como uma idéia no pensamento do Espírito absoluto.

A verdade que, como uma força viva, se apodera do ser interior da pessoa, e depois a liberta da falsa afirmação de si própria, tem o nome de amor. O amor, entendido como efectiva abolição do egoísmo, constitui a verdadeira justificação da individualidade, a sua salvação real. [É assim que] longe de perder o seu ser individual, encontra-o e torna-o eterno.

A falsidade e o mal do egoísmo não constituem de modo algum no fato de uma pessoa atribuir a si próprio uma importância absoluta e uma dignidade infinita; ao proceder assim, procede ela com razão, porque cada ser humano, sendo um centro independente de forças vivas, capaz de realizar uma perfeição infinita, como ser que pode conter a verdade absoluta na sua consciência e na sua vida, possui por esta qualidade uma importância e uma dignidade absolutas, apresenta algo de absolutamente insubstituível, cujo valor nem sequer pode ser apreciado. [...] A mentira fundamental e o mal do egoísmo consistem na injusta recusa de cada homem de reconhecer aos outros a mesma importância absoluta. "

terça-feira, julho 20, 2004

O objeto da fé
 
A verdadeira fé não se direciona ao que não faz sentido mas ao que faz muito mais sentido do que nós podemos compreender.

segunda-feira, julho 19, 2004

O que ele deve tomar no café da manhã?

Já que virou moda, então resolvi organizar a coisa. Estou criando um grupo de pessoas que admiram o trabalho do filósofo brasileiro Olavo de Carvalho mas que acham que ele precisa mudar um pouco a sua forma de agir e o seu enfoque. A reunião será feita diariamente das 5 às 6 da manhã, quando colocaremos em pauta que tipos de atitude ele deve tomar e sobre que assuntos deve escrever naquele dia. Os que concordarem em entrar para o grupo devem ter em mente que a condição básica para pertencer a ele é acreditar que, apesar de genial, o filósofo precisa de orientadores, pois é um gênio meio burrinho. Aproveitando a ocasião, poderemos discutir também se ele deve continuar fumando e que tipo de alimentos deveria ingerir, pois certamente ele também não sabe cuidar da saúde. Dispensamos babador e talquinho. Por enquanto.

sexta-feira, julho 16, 2004

Mais uma de Dostoiévski

Considerando a liberdade como o aumento e a rápida satisfação das necessidades, os homens deformam a sua natureza e fazem nascer em si um número cada vez maior de desejos insensatos e hábitos absurdos. Vive-se apenas para a inveja, a satifação dos instintos e a ostentação. Dar banquetes, viajar, possuir luxuosas carruagens, hierarquia social e criados, considera-se tudo isso uma tal necessidade que, por ela,sacrificam-se a vida, a honra, o amor à humanidade, e até se suicidam quando não podem satisfazê-la. O mesmo se vê entre os que não são ricos; quanto aos pobres, a insatisfação das necessidades e a inveja são, por enquanto, abafadas pela embriaguez. Em breve, porém, em lugar de vinho, vão embebedar-se de sangue. [...] Aonde irá este prisioneiro das numerosas necessidades por ele mesmo inventadas? [...] O mundo zomba do noviciado, do jejum e da oração, mas só eles encerram o caminho para a verdadeira liberdade: suprimem-se as necessidades supérfluas, doma-se e flagela-se a vontade egoísta e soberba e atinge-se, com a ajuda de Deus, a liberdade do espírito e, com ela, a alegria espiritual.

Neopensamento
O prefixo neo é um forma nova, que ficou velha, de dizer que coisas velhas ficaram novas.

quinta-feira, julho 15, 2004

Em primeira mão: seu mais recente direito

Você tem todo o direito de permanecer desarmado até que um bandito lhe assalte, mate ou estupre. O que quer que faça contra isso poderá ser usado contra você no tribunal.

quarta-feira, julho 14, 2004

O ideal é fundir os movimentos

Sou a favor da fusão do movimento dos sem-teto com o dos sem-terra. Se fosse o Governo, cederia às reivindicações dos 2 ao mesmo tempo, colocando terra sob seus pés e teto sobre suas cabeças, apenas acrescentaria grades entre um e outro para garantir a felicidade de todos.

terça-feira, julho 13, 2004

A Coerência da Imperfeição

Os ateus gostam de dizer que se Deus existisse, e fosse bom e perfeito, não haveria maldade nem imperfeição no mundo, pois isso iria contra sua bondade e perfeição. Aceitemos momentaneamente este argumento.

O fato é que Deus é único justamente porque nele se concentram todas as qualidades em grau máximo. Seria contraditória a existência de 2 ou mais deuses com qualidades em grau máximo. Até aqui suponho que esteja tudo bem fácil de entender.

Pois bem, ao criar algo, a única coisa que Deus não pode criar é ele mesmo, não que ele não possa fazer isso ( no sentido de ter forças para tal ), mas porque seria contraditória a existência de 2 verdadeiros deuses. O limite para a ação de Deus é a contradição. Deus não faz nada contraditório. E é claro que esse "limite" é apenas uma maneira de falar, porque na verdade não é limite nenhum. Considerando essas colocações, é claro que se Deus criasse um mundo bom e perfeito como ele, não seria um mundo, seria outro deus, e isso é impossível.

Por isso, a lógica nos mostra justamente o oposto do que argumentam os ateus. A imperfeição e a maldade do mundo não são causadas por Deus, mas são permitidas por ele para que o mundo possa existir. Sem maldade e imperfeição, o mundo não poderia ter existência. E Deus é tão bom que permite que o mundo exista. E é na mutiplicidade de seus elementos que ele reflete a perfeição de seu criador.

domingo, julho 11, 2004

Mário, o profeta

"Se for feita uma pesquisa daqui a 20 anos, os resultados provarão que os matrimônios mais sólidos e conservadores na sociedade espanhola são os dos casais de lésbicas e gays."

Nunca vi ninguém dizer uma besteira tão grande com tamanha convicção.

Dessa vez, o Mário Vargas Llosa se superou.


O mundo dos Movimentos

Fez uma promessa: se conseguisse comprar um novo carro, ainda que usado, colocaria uma trava anti-furto, mesmo sabendo que estavam sendo vendidas ilegalmente. Depois que o MSC (Movimento dos Sem Carro) levou seu automóvel por não ter função social, e dos juízes não terem aceitado o argumento de que era com ele que costumava visitar sua avó doente que morava do outro lado da cidade (segundo eles, o fato de ser da família eliminava o caráter social de sua atitude), não tinha mais como manter sua vida de vendedor ambulante. E, apesar dos inúmeros convites que recebera para entrar para o MCTAF (Movimento de Combate às Travas Anti-furto), já havia decidido que preferiria continuar trabalhando, apesar de seu primo - um assaltante que havia entrado para o MCTAF e que fora logo promovido devido à experiência em desarmar as travas - insistir para que participasse do movimento. Não se adaptava bem àquele ambiente de protesto social. O fato é que trabalhar estava fora de moda. Como um tio que estava voltando da América do Norte lhe dissera que lá o MSC ainda não era levado a sério pela justiça, também não descartava a hipótese de emigrar. Lembrava com saudade dos seus 29 anos, quando era um próspero fazendeiro, mas preferia esquecer o que haviam feito com suas terras. Não estava nada fácil viver em 2040.

sábado, julho 10, 2004

O mundo moderno é um doente terminal

Só numa época como a nossa uma frase dessa pode ser considerada, ao mesmo tempo, polêmica e preconceituosa. Apesar de não aparecer no link, na chamada está escrito "Preconceito declarado". Gostaria que alguém tentasse defender uma posição contrária à de Bush de forma racional sem parecer maluco.

sexta-feira, julho 09, 2004

Analogia

A social-democracia está para o comunismo assim como o protestantismo está para o cristianismo, principalmente no que se refere ao item "tentativa de se adaptar ao mundo", inclusive nos resultados.

quinta-feira, julho 08, 2004

Da série Diálogos

- Quanto tempo! Vem de onde?
- Da academia. Estava malhando.
- Você não acha que está exagerando não? Seu corpo está ficando feio de tão hipertrofiado. Duvido que sua mulher goste disso. Aliás, duvido que qualquer mulher goste.
- Mas não faço para agradar ninguém, faço para agradar a mim mesmo. O importante é estar bem comigo, entendeu? E você, vem de onde?
- Venho do cirurgião plástico. Troquei os silicones dos seios.
- Colocou outros maiores?
- Não, foi só uma questão de visual. Os outros eram transparentes. Esses novos são coloridos.
- Mas se ninguém vê, o que importa a cor?
- Não os coloquei para agradar aos outros mas apenas a mim mesma. O que importa é estar bem comigo, entendeu?

quarta-feira, julho 07, 2004

Ele voltou

Aqui, aqui.

terça-feira, julho 06, 2004

Exemplo de educados sem educação

Artistas pedem ao Governo que use o dinheiro do povo para deseducá-lo.

Aqui.

segunda-feira, julho 05, 2004

Exemplo de um não-educado que demonstra educação

Para ratificar a posição tomada no último post com relação à educação no Brasil, tenho a dizer que uma das pessoas mais inteligentes com quem tenho conversado ultimamente é responsável pela segurança dos automóveis de um estacionamento. Costumo deixar o carro lá enquanto espero pela van que me conduz ao trabalho. Às vezes ela demora um pouco e ficamos batendo papo.

Darei apenas dois exemplos de como ele vê algumas questões.

Ao ouvir no rádio uma notícia sobre a série de paradas gays que ocorreram nas últimas semanas, comentou:

"Por que será que a mídia vive tentando nos convencer de que é normal ser bicha? Todo mundo sabe que não é. Tenho um sobrinho de 6 anos e fico com medo quando percebo que ele está ouvindo essas coisas. Ele tem que saber que isso é errado."

Sobre uma idéia do Governo de arcar com o tratamento de fumantes, fornecendo medicações para os livrarem do vício, argumentou:

"Quem quiser fumar que fume, é problema de cada um. Se quiser parar que pare, só não venha tirar dinheiro do meu bolso para fazer isso. É engraçado, ninguém me pergunta se deve ou não começar a fumar, mas quando quer parar, vem me pedir ajuda. É muito cinismo desse Governo sugerir uma coisa dessas!"

Vá numa universidade qualquer e verá que menos de um por cento dos estudantes será capaz de emitir opiniões tão precisas sobre assuntos como esses. Repetirão sem parar os clichês que ouvem e lêem nos jornais.

sexta-feira, julho 02, 2004

Por um povo menos educado

Costumo freqüentar a missa de um humilde frei, que acabou celebrando o meu casamento. Tornamo-nos amigos. Sua característica principal é o total desligamento do mundo. Ele não apenas não entende como não se interessa por qualquer tema social ou político. Seu sermão é marcado por conselhos de ordem pessoal, em que a relação homem-Deus é constantemente enfatizada. Considerando os tempos em que vivemos, isso é um verdadeiro milagre. No período em que esteve de férias, fiquei perdido, sem saber para onde ir.

Depois de algum tempo de convivência com ele, reforçou-se em mim a idéia de que é o excesso de informações do mundo atual, quase todas repassadas sob o viés socialista, que tem deformado a moral do homem moderno. Sim, porque o frei nada entende de política, mas sabe muito bem distinguir o bem do mal, por isso qualquer slogan esquerdista é logo percebido como maldade, mesmo que não saiba identificar as origens nem as conseqüências sócio-político-econômicas daquele pensamento. O que ele sabe é que Deus não o aprovaria.

É por isso que chego a tremer quando dizem que o que nosso povo precisa é de educação, porque tenho certeza que ele seria muito mais bem educado se não lhe fosse fornecida nenhuma educação do tipo que é ensinada hoje em dia.