A Barbárie dos Tempos Modernos

sexta-feira, novembro 26, 2004

Lula, um homem liberal, quase magnânimo

Confesso que estou impressionado com a atitude do nosso presidente. O fato dele não ter se queixado com os cineastas pelos filmes que produziram sobre sua vida é algo de uma grandeza sem par. Eu, por exemplo, não conseguiria deixar de interferir na produção das películas. Como chefe maior da nação, exigiria que me tratassem com mais respeito. Por exemplo, não admitiria que me tratassem como um deus, como alguém que chegou à presidência seguindo uma trajetória praticamente idêntica à de Jesus Cristo. Não permitiria que tirassem a bebida, que tanto aprecio, do cardápio dos filmes, pois é a única coisa que me faz coerente. Enfim, exigiria que devolvessem minha alma, mesmo manchada de sangue. Qualquer coisa seria melhor que ver uma outra habitando em meu corpo. Isso eu não suportaria.