A Barbárie dos Tempos Modernos

sábado, janeiro 22, 2005

Bota camisinha, bota, meu amor

O valor que o mundo moderno dá à Igreja é inversamente proporcional ao número de notícias divulgadas com o intuito de enfatizar o quão retrógrada é a instituição. Nesta notícia, está implícita a visão "avançada" de um piedoso padre contra a visão "atrasada" de um papa moribundo.

Antes de abordar diretamente o assunto, darei um exemplo. Um pai aconselha seu filho a não andar de skate nas ruas, mas o mundo diz a seu filho que, se ele usar capacete e joelheiras, não há perigo de se machucar. Não há como negar que, seguindo o conselho paterno, o filho tem zero por cento de chance de se machucar no skate, enquanto que, seguindo o conselho do mundo, o risco continua existindo.

Quanto à AIDS, a Igreja afirma que "a prevenção através da educação sobre a santidade da vida e a correta prática da sexualidade, que é a castidade e a fidelidade, é necessária acima de todas as outras coisas de forma a evitar essa doença de forma responsável." Já o mundo acha que basta usar camisinha e pronto. O fato é que a castidade e a fidelidade, se postas em prática, proporcionam um contágio de zero por cento, enquanto a camisinha, se usada, proporciona um contágio que não chega a zero por cento, porque pode romper. Alguém pode alegar que é muito mais fácil usar camisinha que ser fiel e casto. Ora, ninguém é obrigado a ser católico.

O que não se pode negar é que todas as campanhas do mundo em prol da camisinha não foram suficientes para que todos se lembrassem de usá-la na hora adequada, enquanto que os conselhos da Igreja nunca tiveram a devida repercussão para que pudéssemos julgar o quanto ajudariam a evitar a propagação da doença.