A Barbárie dos Tempos Modernos

sexta-feira, abril 22, 2005

As entranhas do ódio agora estão à mostra

De acordo com uma pesquisa publicada na Folha de São Paulo, apenas 26% das pessoas acham que a escolha de Bento XVI foi acertada. Considerando-se que a única característica que 99,9999% dos que votaram conhecem do novo Papa é a que a mídia divulgou à exaustão - o seu conservadorismo - , seria legítimo concluir que os cardeiais, que possuíam muitas outras informações a respeito de Ratzinger, são de uma estupidez medonha. Se, diante de inúmeros dados, foram incapazes de escolher um bom papa, enquanto pobres ignorantes, que nada sabem dele, seriam capazes de escolher melhor, que esperança podemos ter na Igreja? Nenhuma. Bem, mas se nenhuma esperança podemos ter nela, que raios de interesse é esse que todos têm sobre o seu destino? Algo que está acabando, ruindo, só deveria ser fonte de desprezo, não de amor e ódio.

Uma outra pesquisa publicada n´O Globo mostra que somente 18% dos entrevistados responderam que o principal motivo da escolha foi o bom preparo do cardeal Ratzinger para exercer a função. Volto ao raciocínio anterior: que tipo de interesse alguém pode ter por uma instituição que escolhe o substituto de Pedro por motivos vários exceto o de ser o que reúne as melhores condições para tanto? A escolha de um Papa por uma instiuição dessa não deveria despertar o menor interesse por parte da mídia e muito menos dos não-católicos.

Na verdade, todas as baboseiras publicadas a respeito da eleição do novo sumo pontífice só provam uma coisa: a Igreja é odiada pelo mundo moderno, o que é muito bom, porque não há nada pior que a indiferença. E o próprio Cristo nos pediu que, quando isso acontecesse, nos lembrássemos de que o mundo o odiou primeiro.