A Barbárie dos Tempos Modernos

domingo, abril 03, 2005

Como Cristo, Papa não é poupado nem na hora da morte

Não é mais hora de chorar pelo Papa. Ele já contempla a face de Deus. É hora de pedirmos a sua intercessão para que os homens não esqueçam sua vida, seus exemplo e seus ensinamentos.

No Brasil, infelizmente, a incompreensão é a regra. Nem bem o pontífice emitia seus últimos suspiros, sociólogos e antropólogos já comentavam suas posições frente às mais diversas situações, sempre ressaltando as idéias ditas "progressistas" e lamentando as ditas "retrógradas". É interessante notar que quando falece um sociólogo, nenhum teólogo nem religioso é convidado para comentar seus pensamentos e atitudes públicas, mas quando é uma autoridade religiosa, a sociologia é logo encomendada como instância última para julgar os fatos.

E os teólogos são escolhidos a dedo. Quanto menos tradicional e mais flexível em relação aos dogmas da Igreja, melhor. Leonardo Boff foi o preferido da Globo News. Segundo ele, "por fora, o Papa foi muito progressista, mas por dentro ele era um conservador, muito restrito no que diz respeito à doutrina moral sexual, ao reconhecimento dos homossexuais, à questão genética etc", ou seja, o que ele queria é que o Papa aconselhasse aos fiéis: trepem à vontade uns com os outros e inventem sempre novas formas de fazer filho, mesmo que precisem matar alguns deles para alcançar o objetivo final. Certamente, é essa a interpretação que ele dá ao "crescei e multiplicai-vos". E provou que nunca desistirá de defender um novo socialismo: "João Paulo II nunca compreendeu a Teologia da Libertação: 'Ele temia que ela introduzisse o marxismo na América Latina e, como o Papa conhecera o movimento na sua versão stalinista, atéia e perseguitória, isso não o agradava'". Sim, porque existe uma forma caridosa de marxismo, cuja fórmula só o senhor Boff conhece, mas que já pode ser vislumbrada no conchavo do MST com as FARC.

Será que este homem nunca parou para pensar se não foi ele quem nunca entendeu a Igreja? Se lesse estas palavras de Dom Geraldo Magella e as compreendesse, saberia inclusive o porquê: "Cada um quer pensar aquilo que lhe convém, quer ser o dono da verdade ou até mesmo da religião. E até a religião, hoje, é procurada como uma necessidade, uma busca de algo, uma resposta imediata principalmente a assuntos de saúde e a assuntos relativos à situação econômica. As pessoas não se convertem por um conjunto de verdades ou por um credo. As respostas imediatas é que têm sido o grande chamariz."

Oremos para que o próximo Papa tenha pulso forte e não permita que a Igreja seja contaminada pelas coisas do mundo, como tanto deseja o senhor Leonardo Boff.