A Barbárie dos Tempos Modernos

sexta-feira, maio 20, 2005

Esses cientistas e suas descobertas fantásticas

Você, que ainda não sabe por que acredita em Deus; você, que não sabe por que é católico, protestante, muçulmano, budista ou judeu; você, que desconhece a razão de sua credulidade no sobrenatural. Atenção! A partir de agora, A Barbárie revela, em terceira mão, uma pesquisa que explica tudo isso e muito mais.

Você já suspeitava? Sim, meus irmãos. Os genes! Esses genes fantásticos e suas incríveis peripécias. São eles os responsáveis por este impulso tolo e infantil. Todo aquele tempo que você passou estudando, as horas que gastou em sebos e livrarias, tudo que você procurou por sua própria vontade, nada, nada o levaria a Deus se não fosse o diabinho do gene, que o guiou para essas conclusões pueris.

E a quem devemos agradecer por tamanha generosidade? À psicóloga americana Laura Koenig. Sim, meus amigos, foi ela quem desvendou todo o mistério. Após uma pesquisa simples, mas bem realizada, ela concluiu que, afastadas as influências do meio ambiente, é possível concluir que a tendência à religiosidade é determinada geneticamente.

Pensava eu com meus botões, antes de ler essa matéria, que, se o homem é um ser religioso, é porque algo em sua estrutura assim o permite. Afinal, se não permitisse, o que estaria supostamente em potência no espírito nunca passaria ao ato. E nunca tendo passado ao ato, nem teríamos como pensar no assunto, muito menos realizar uma pesquisa em busca de seus fundamentos. O que me fazia pensar que o fato do nosso organismo ser estruturado de uma forma que permita ao homem extrapolar os limites dos conceitos materiais é uma das obviedades mais óbvias do mundo. Mas agora percebo que me enganava. Em verdade, parece que os genes não apenas possibilitam esta realização como a determinam. Por exemplo, se você não tiver estes genes, meu filho, é melhor nem tentar: deixe esta história de Deus pra lá e vá se preocupar com coisas mais importantes, como ler a Galileu.